Perdi meu amigo, porque não mais posso olhá-lo sem pensar no erro que inflama a cada dia. O segredo me tortura e eu apenas fico esperando que um dia algo volte a ser como um dia pôde ser.
Iludi-me mais uma vez ao pensar que ele se importava comigo, e me deparo triste e só por não estar em seus braços, tola como sou, mesmo sabendo que ele nada de mim quer se não a disponibilidade. Sorrio sem graça e me esquivo de cada toque carinhoso, tentando em vão lembrar a mim mesma que aquilo não é amor, não é paixão, não é gosto, não é nada.
Me sinto traída depois de tocar as nuvens acreditando que alguém de fato se importava comigo. Fui culpada ao cair piamente na história já tão manjada; por ter sentido as bochechas queimarem em fogo de felicidade ao descobrir que ele estava tão apaixonado por mim que pôde consumar-se à outra sem pesar algum.
Quando de fato vejo algo dar certo com espontaneidade, sou obrigada a ver e a admitir que aquele garoto, quem eu pensara que ainda suspiraria por mim, pensa em alguém além; alguém que não eu.
Eu poderia chorar agora, só de pirraça, mas venho reclamando tanto que mal tem graça. Quero apenas ficar em paz, dormir em paz, parar de pensar um pouco e tentar lembrar-me sempre que comemorar antes da hora é um erro corriqueiro porque, no fim das contas, sempre é antes da hora.
"Você sabe que o céu ao alto está limpo, mas parece insistir em chover sobre você" - McFly
Beijocolates,
#V
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segunda-feira, maio 7
sexta-feira, fevereiro 3
Teste 027
Nessas férias, não fiz muita coisa senão sair com minha família. Tenho certeza que não "curti com as amigas" mais que 4 vezes no mês que passou. Não que eu esteja reclamando, mas, depois de me preocupar bastante, de ligar desesperadamente e morrer de saudades por 10 dias, eu simplesmente -isso, é isso, mesmo - cansei. As pessoas não vêm atrás de mim, então não vou atrás delas, certo? Que seja, é indiferente. Sim, tudo ficou indiferente - amigos, eu digo. Minha vida se resumiu a família e cachorra. Não quero que todos fiquem grudados em mim como se fossem meus cachorrinhos - Lilica é literalmente uma cadela e nem ela fica mais que 1 hora comigo - , mas um abraço bem dado até que faz falta.
Sabe, eu fico pensando... E minha mãe, pra arrematar tudo, radicaliza todos os meus pensamentos: "pode acreditar que você não lembrará de sequer uma pessoa que fez o colegial com você." Em parte, eu acredito, principalmente quando ela me faz rir dizendo que a única menina que guardou o nome foi Aalgumacoisa, a mais chata da turma. Mas, pelo outro lado discordo: HA, eu tenho um diário, mãe, consultarei se preciso.
O ponto é que realmente é triste ficar reconsiderando as pessoas. Definir quem é mais ou menos importante é insuportável, além de ridículo e mesquinho. Porém voltar à realidade é como por o rosto no freezer depois de um banho quente - pelando, que eu digo, senão o choque não rola e pá (atenção, crianças: não tentem fazer isso em casa) -, e o choque é tão grande que até me deixa um pouco... desnorteada. Desconsiderar pessoas do convívio durante trinta e três dias e ter que depender delas em um minuto seguinte é algo preocupante, ao menos para meu humilde ser.
Putz, colégio grande é um porre! Gente se esmagando nos corredores, aquele tumulto pelo reencontro, a falsidade no primeiro e único abraço do ano letivo, os grupos, as panelinhas, as fofocas, ARGH! Cadê meu mundinho? Cadê minha casinha, minha mãe, meus filmes, minha televisão e um bom livro?
A indiferença ficou, e peço sinceras desculpas se magoei alguém - não era minha intenção. O terceiro dia de aula chegou na sexta-feira e estou virando, aos poucos, um zumbi. Não durmo direito, não acordo direito, não como direito, não penso direito; só tenho um único instinto: matar. Não que eu queira sugar o cérebro de ninguém por canudinho, é que, apenas... estou raivosa. Estressada. Mimada. Mal humorada.
Me ajudem a consertar isso e, acreditem: vocês podem me fazer sorrir.
"O que mais eu poderia ser? Todas as desculpas" - Kurt Cobain
Beijocolates,
Sabe, eu fico pensando... E minha mãe, pra arrematar tudo, radicaliza todos os meus pensamentos: "pode acreditar que você não lembrará de sequer uma pessoa que fez o colegial com você." Em parte, eu acredito, principalmente quando ela me faz rir dizendo que a única menina que guardou o nome foi Aalgumacoisa, a mais chata da turma. Mas, pelo outro lado discordo: HA, eu tenho um diário, mãe, consultarei se preciso.
O ponto é que realmente é triste ficar reconsiderando as pessoas. Definir quem é mais ou menos importante é insuportável, além de ridículo e mesquinho. Porém voltar à realidade é como por o rosto no freezer depois de um banho quente - pelando, que eu digo, senão o choque não rola e pá (atenção, crianças: não tentem fazer isso em casa) -, e o choque é tão grande que até me deixa um pouco... desnorteada. Desconsiderar pessoas do convívio durante trinta e três dias e ter que depender delas em um minuto seguinte é algo preocupante, ao menos para meu humilde ser.
Putz, colégio grande é um porre! Gente se esmagando nos corredores, aquele tumulto pelo reencontro, a falsidade no primeiro e único abraço do ano letivo, os grupos, as panelinhas, as fofocas, ARGH! Cadê meu mundinho? Cadê minha casinha, minha mãe, meus filmes, minha televisão e um bom livro?
A indiferença ficou, e peço sinceras desculpas se magoei alguém - não era minha intenção. O terceiro dia de aula chegou na sexta-feira e estou virando, aos poucos, um zumbi. Não durmo direito, não acordo direito, não como direito, não penso direito; só tenho um único instinto: matar. Não que eu queira sugar o cérebro de ninguém por canudinho, é que, apenas... estou raivosa. Estressada. Mimada. Mal humorada.
Me ajudem a consertar isso e, acreditem: vocês podem me fazer sorrir.
"O que mais eu poderia ser? Todas as desculpas" - Kurt Cobain
#V
ingredientes:
#V,
aaaah,
argh,
aulas,
beijocolates,
cachorros,
cadela,
chocolate,
KK,
matar,
que saco,
risos,
risos frenéticos,
sinto falta de todos,
sorrir,
zumbi
sexta-feira, julho 1
Rir
Me peguei elaborando esse post durante a semana inteira, mesmo sem concretizar as palavras. Fiquei questionando o uso de preposições e as contradições de algumas frases. Sabe quando seus pais brigam dizendo "NÃO ME RESPONDA!", mas, se você fica calado, bombardeiam um "ME RESPONDA!". Isso me empertiga. Não tinha dito pra não responder? Acho que eles só não querem ouvir aquilo que é óbvio, tipo:
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AINDA NA CAMA?
- Dormindo...
- NÃO ME RESPONDA!!!
Agora, em outra ordem:
- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AINDA NA CAMA?
- ...
- ME RESPONDA, MOCINHO!
De qualquer forma, vou me apegar ao "rir com, não de", nesse post. Uma pessoa me disse que é impossível viver sem contato social. Sabe aqueles dias que a única coisa que você quer é ficar isolada do mundo? Filipe Ramos, pessoa legal. Mas, quando você tá tendo uma crise existencial, espera apoio, e não uma conversa profundo-filosófica sobre a necessidade de um ser humano estar ligado a outro. Como minhas roupas, meu xampu, meu leite, minha existência, tudo que é meu depende de outros. Ruim, né? As pessoas que se acham independentes são meramente depressivas por pensar que não dependem de alguém, que podem viver sozinha, se quiser. Alguém independente, que sai pra comprar uma prancha de surfe e acaba escolhendo a de melhor aparência. Por quê? Porque alguém te diz qual é a mais bonita, qual a melhor estampa, a melhor cor, a melhor marca, e alguém te impõe a vontade de surfar, mesmo que inconscientemente. É, meus caros, muito complicado. Mas eu entendo os pais, eles só fazem seu papel. Como um professor chato que pega muito no pé, e acaba te fazendo aprender melhor a matéria.
DE OU COM?
Rir. Você pode simplesmente estar rindo, mas, quando eu disse que ria à toa pra minha psicóloga, ela começou a encher de perguntas: É uma risada nervosa? É uma risada forçada? É uma risada triste?
Não, não é. Só achei graça e ri. Mas tem dois jeitos básicos de rir: rir DE algo ou rir COM algo. Vou tentar explicar da melhor forma que posso a diferença dos dois.
RIR COM: Se alguém faz graça pra você rir, propositalmente, está te intuindo a rir com ela. Uma piada, uma cara de bobo, uma história ridícula, ou até mesmo sair pulando por aí gritando YO YO YE!, só pra ver sorriso se formar no seu rosto. Sabe aquele palhaço, que t faz rir, mas não por ser ridículo, mas por ser divertido? Essa pessoa te faz rir com ela, e não dela.
RIR DE: Não é tão simples quanto rir com. A linha que divide ambas é tão tênue quanto o que é psicológico e o que é fato. No geral, se você está indo às custas de alguém. Essa ação deixa um dos envolvidos como expiatório, ridicularizdo, e magoado. Prém, é bem difícil não rir de uma queda crucial de alguém conhecido (é bem mais engraçado com seu amigo que com um desconhecido na rua), como as minhas quedas, por exemplo, quando eu caio que nem uma jaca no chão. As comédias nos obrigam a isso, a mídia nos diz que o fracasso é engraçado. Seria bem melhor se o fracassado também achasse engraçado, não?
No fim das contas, o que importa é RIR, SORRIR, GARGALHAR, e ser feliz, porque na vida tudo passa, não importa o que tu faça, o que te fazia rir hoje já nem tem mais graça, que nem o Túlio Dek fala.
Boas férias, amados! kkkk
RIR DE: Não é tão simples quanto rir com. A linha que divide ambas é tão tênue quanto o que é psicológico e o que é fato. No geral, se você está indo às custas de alguém. Essa ação deixa um dos envolvidos como expiatório, ridicularizdo, e magoado. Prém, é bem difícil não rir de uma queda crucial de alguém conhecido (é bem mais engraçado com seu amigo que com um desconhecido na rua), como as minhas quedas, por exemplo, quando eu caio que nem uma jaca no chão. As comédias nos obrigam a isso, a mídia nos diz que o fracasso é engraçado. Seria bem melhor se o fracassado também achasse engraçado, não?
No fim das contas, o que importa é RIR, SORRIR, GARGALHAR, e ser feliz, porque na vida tudo passa, não importa o que tu faça, o que te fazia rir hoje já nem tem mais graça, que nem o Túlio Dek fala.
Boas férias, amados! kkkk
Beijocolates
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