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domingo, março 17

Teste 079

Qual o segredo em se apaixonar?
Ando muito intrigada acerca do tema, buscando e buscando uma resposta que não vem. Claro que todos vão me responder "Ah, sabe como é: simplesmente, acontece!", mas... Como conseguem? Estou sendo pouco esclarecedora, sei disso. Então vamos contornar tudo isso.
Nem comecem a cantarolar, não estou aqui para rituais diabólicos nem nada do tipo.
BAD ROMANCE
Você olha para aquela pessoa übercool e sente o coração acelerar.
Alguém toca seu braço, com um sorriso bonitinho no rosto, e você sente o sangue fluir para as bochechas, ou para qualquer outro lugar.
Outrem lhe dá um beijo perigosamente perto da boca, e o melhor a ser feito parece ser segurar firmemente sua nuca e manter uma proximidade razoável e tentadora.
Pois bem, é assim que começa - às vezes. O que fazer quando todas as pessoas ao seu redor são übercool, têm um sorriso bonitinho, não sabem beijar rostos e fazem sua cabeça explodir (não literalmente, por favor)?
Alguém nesse mundo já parou para pensar sobre quão ótimos são todos aqueles com quem passamos bom momentos, maus momentos e, bem, momentos?
Essa coisa de se apaixonar é muito injusta: fazemos uma seleção, naturalmente, e sequer percebemos qualquer coisa, até que nos pegamos pensando um  pouco mais em certo indivíduo - o vencedor dessa loteria fajuta, nosso coração - tum. tum.
Coração é um dos principais órgãos para a nossa vida ou sobrevida: é ele quem bombeia sangue para todos os nervos de nosso corpo e ainda permite um pouco de rubor facial, só para nos quebrar. Mas então, o que tem a ver o coração com o amor? Se alguém não tem uma explicação tão criativa, deixa subentendido que foi puro luxo de alguma era antiga - beeeem antiga. Que tal empregar clichês? "O amor/coração é a razão de ser, é o amor/coração que nos dá a vida; o amor/coração é hábil, o amor/coração coordena cada movimento, desde um sorriso até uma lágrima; o amor/coração..." Bem, pois não. Meu córtex não fica exatamente contente com todo esse monopólio amoroso.
Então você tem mil e trocentas amigas super gatas e simpáticas e meigas e que lhe dão vontade de convidá-las para entrar, tomar um chá e conversar besteiras? Hmmm... E acredita mesmo que, um dia, conhecerá uma outra mulher super gata e simpática e meiga e que lhe dará vontade de convidá-la para entrar, tomar um drink e conversar sobre a bolsa de valores? Suponhamos que isso realmente aconteça, e você fique especialmente encantado por essazinha aleatória. E isso lá é justo? Poxa, suas mil e trocentas amigas foram super gatas et cetera durante anos e você simplesmente dá a preferência à novata? Por quê? O que ela tem a mais?
É uma pergunta sincera que também faço às garotas: não neguem que seus amigos são uns fofos. O jeito que cada um tem de abraçar você, ouvir seus dramas, fingir que se importa, rir com timidez, bagunçar os cabelos... bem que lhe deixa abalada, não? (Só um pouquinho, vai!)
O que alguém deve fazer para se destacar em meio a pessoas tão espetaculares? Porque até podemos sentir um carinho especial ao lado de um, mas, quando estamos na presença de outro, pensamos que é o certo. Quantas facetas! Talvez fosse bem mais simples triturar todas essas pessoas e bancar o louco do Frankenstein - conceberíamos o ser perfeito...
Mas talvez não fosse tão perfeito se fosse um só - hmmm...
Não adianta fugir desse jogo de sorte - sim, o amor. Seu coração, córtex, alma, ou como preferir, talvez esteja mandando sinais agora mesmo, e você não esteja conseguindo captar muito bem... Essa droga de sinais "disfarçados", terríveis. Parecem óculos de grau extra-forte, quando só precisamos de um pouco de colírio! Digam, da próxima vez, que precisam, sim, de um novo telefone celular. Quanto ao velho? Dê de presente para essa coisa abstrata à qual refere-se por "coração" - quem sabe assim fique mais fácil.
E quem disse que o amor não sabe enviar mensagens de texto?!


"As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física." - Friedrich Nietzsche

Beijocolates,
#V

segunda-feira, abril 9

Teste 040

Ouvi, em minha vida, muitas pessoas falando sobre a amizade. Já escrevi muito sobre ela, e já passei muitas noites em claro refletindo a seu respeito.
Em verdade, tantas pessoas me decepcionaram no cargo de melhor amigo que eu já desacreditava que qualquer laço íntimo que não familiar fosse possível: todos que me cercavam eram, basicamente, colegas próximos.
Passei um tempo com esse conceito como em em corda bamba: tinha bons momentos que me faziam acreditar mais uma vez, mas eu tropeçava e logo em seguida desistia. Estava fazendo mal e sendo hipócrita, afinal, não era eu mesma quem insistia em dizer que cada ser é composto de qualidades e defeitos?
Certa vez conversava com Lucas sobre um guindaste que erguia um ferro longo e pesado. Eu falava sobre as tragédias que poderiam acontecer se o gancho não fosse forte o bastante. Ele ficou indignado, me dizendo que aquilo era feito exatamente para segurar bem o peso e, se deixasse que o ferro pendesse, não estaria executando sua função, possuiria defeitos.
Abri a boca para contradizer falando que, se fosse assim, todos nós tínhamos defeitos, mas congelei em meio a frase, sentindo as bochechas esquentarem ao me dar conta do que era óbvio e praxe.
Jesus nos dá um conselho fundamental antes de morrer na Cruz por amor à humanidade: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.
Uma certa palestra sobre amizade me deixou confusa. João, quem falava, dizia que a amizade verdadeira era aquela em que de punha Deus no meio; mas eu não entendi. Ficou claro e clichê, a meu ver, que qualquer relação seria real e faria bem se fosse unida por Deus, mas... Como por Ele em uma relação?
Passei quase um ano pensando nessa certa 'bateria' e me empertigando cada vez mais.
Até que hoje bati em minha testa e dei-me conta de que o que se formou nesses últimos dias jamais seria possível por motivos mundanos.
Semana Santa. Para uma boa parcela de minha sociedade, um feriadão recheado de festas, shows, bebidas, descanso, repouso, isolamento. Mas não foi assim que vivi as datas.
Fui em missão a Jupi, com mais 30 jovens, para levar o real sentido dessa semana a cada cidadão em sua casa, fazendo encontros nas comunidades.
Tivemos uma pequena equipe de apoio: Bola, Neta, Suanmy, Lêdson, João e Marcos. Com uma exceção, não tinha amizade com ninguém dos 36 que estavam comigo. Tínhamos em comum um único propósito: anunciar o amor que Deus tem por nós.
Voltamos domingo pela manhã; as despedidas chorosas e dolorosas pela madrugada de sábado.
Me dei conta do quão feliz sou e estou. Aqueles estranhos que foram comigo a Jupi deram lugar a amigos que voltaram comigo a Recife. O nome 'Victoria' mal ouvia-se, por tantos me chamando por 'Vic'. Sorrisos foram trocados no colégio, os assuntos em comum emergindo com fluidez. A longínqua falta que sentia dos cinco jupienses e do Pe. Thiago por vezes fazendo-me armar um bico em meu rosto.
Hoje respondi, enfim, o que é a amizade; o que mais seria se não cada laço criado nesta breve viagem? Porque eu mais me sinto íntima de cada um com quem convivi nestes últimos dias que de tantos que conheço há 9 anos.
Eu não entendia como colocar Deus em uma relação, mas, se foi Ele que nos uniu, se foi Ele nosso propósito em comum, é bem provável que eu de fato ame todos sincera e verdadeiramente em unidade e totalidade.
Porque bem mais se recebe quando se está disposto a doar-se por inteiro.

"Eu sei que, quando amar um de meus sobrinhos menos que amo meus próprios filhos, não estarei amando como Deus me pediu para amar." - Amara (do verbo amar), minha mãe.

Beijocolates,
#V

sábado, março 24

Teste 039

Nunca me arrependeria de nada, mas permito que a culpa me desgaste um pouco, alegando a moleza e a dor no corpo como consequências gripais.
As cortinas agitam-se com a brisa de um final de manhã, e me dou conta de que o tempo que passou e me tomou conta já me fez perder um curso e uma aula.
A culpa acomete mais uma vez, fazendo minha cabeça divagar por memórias não tão distantes, o pesar delas e de minhas pálpebras quase em pressão suficiente para a humilhação.
A culpa por magoar alguém e por ter sido egoísta em uma questão que não cabia somente a mim, sucumbindo brincadeiras provocativas e pouco favoráveis a qualquer envolvido.
A culpa por pensar que cada mergulho é um flash e agir sem prudência alguma, rindo histericamente em vã tentativa de ocultar o olhar triste.
A culpa por chorar e sangrar por dentro, e tentar me mostrar forte ao fazer sangue e lagrimas expostas, não minhas, em um rosto tão amado.
A culpa de ser ignorante e culpada, responsável e idiota, sem força de vontade e mesmo sem força para negar minhas vontades.
Culpa. Algo que carrego no peito e entre cada sorriso.
Culpa. Algo que guardo em cada suspiro sofrido.
Culpa.
Simplesmente culpa.
O que há comigo, afinal? Como pode uma adolescente passar horas definhando a respeito de algo que tinha total consciência de estar fazendo, agora rancorosa, preocupada, magoada, culpada, ridicularizada, chorando pela humilhação que ela mesma impôs a si mesma? Quanto drama! Quanta façanha! Cada palavra não dita, cada abraço longo e mudo, cada olhar, cada suspiro em dessoro ação, cada umidade ocular retida. Cada desconfiança...
Me desculpe. E ao dizer "desculpe", sei que reconheço minha culpa e a responsabilidade. E peço para tirá-las de mim. Me perdoe, urgentemente. Com todo o seu coração. Sei que errei e sei quanto errei. Espero que saiba. O quanto doeu em mim, também.

"I said I love you and I swear I still do" - Nickelback

Beijocolates,
#V

domingo, março 4

Teste 035

Pode ser infantilidade de minha parte ainda sentir as lágrimas de frustração quando isso acontece. Quero dizer, isso já é tão passado pra mim, ou pelo menos deveria ser. É que isso me incomodou por tanto tempo e me causou tamanha repulsa e/ou índiferença durante um período impassional de minha vida, e agora insiste em reaparecer para tirar-me mais uma noite de sono.
A grande questão é que sempre fui mimada - bem deve ser isso, não é? O fato de eu ter sido caçula por tanto tempo deve ter feito com que isso soasse pior a meus ouvidos. Eu chamaria os efeitos que isso me causa como uma mistura de raiva com decepção mas, no fim das contas, mal posso contestar qualquer coisa relacionada a isso.
Já chorei por isso, é claro, porque é comum que os olhos tornem-se úmidos e molhem nossos rostos quando isso nos magoa. A fartura me deixa em uma corda bamba que me deixa balançar por minha tamanha arrogância e a autossuficiência, mas me faz erguer o olhar e, ainda com medo, seguir em frente por meus deveres, princípios e possibilidades.
É estranho que isso me seja algo tão custoso e duvidoso enquanto que para a maioria das pessoas venha fluente e rapidamente, com facilidade extrema e estonteante. Para mim já foi assim, até que isso se mostrou diferente do esperado. Isso também me fez chorar.
Isso é complicado, embora que também seja lindo.
Eu só queria poder entender essa coisa toda, e seguir, afinal, a corda que, ainda bamba e machucando meus pés, me garante felicidade ao conduzirme ao lado oposto do palco.

"Se adquires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa. Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição. Há amigo que se torna inimigo e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas" - Livro do Eclesiástico (6,7 - 6,9)

Beijocolates,
#V

segunda-feira, janeiro 30

Teste 025

Passei dias sem escrever aqui, apenas pensando no que escreveria. Desenvolvi mil e um textos só em pensamento, e cá estou eu com um dos menos interessantes: O que trata sobre mim. Me desculpem por isso.
Apenas fiquei pensando, fazendo restropectivas, imaginando possibilidades, e acabei descobrindo que, embora tentemos afirmar desesperadamente que não mudamos, que não crescemos, que não somos outras pessoas, acabamos sofrendo tudo isso a cada dia.
Quem sou eu hoje? Tentarei explicar do modo mais suscinto que houver, embora não haja síntese para tantas mudanças.
Hoje eu sei o que é conviver com um problema real, tê-lo tão perto de mim e tão concreto, que eu poderia até mesmo tocá-lo.
Descobri que "amigos para sempre" nem sempre são amigos, e que não há nada livre de imperfeições - não no plano terreno.
Sinto que mais me interessam os amigos malucos de minha mãe cuja faixa etária gira em torno dos 50 que meus colegas de minha idade.
Perdi o gosto por ler ou assistir filmes: gosto de eu mesma escrever minhas estórias e minha historia.
Percebi que mais feliz é aquele que tem fé, e digo isso porque a possuo.
Entendi o que é o amor verdadeiro - ele sempre esteve tão próximo a mim - e seu nome é, se não "Deus", "família".
Compreendi finalmente o porquê de não pecar, e por que esperar, por que não ir com sede ao pote: a pressa é inimiga da perfeição.
Hoje não anseio por namoros ou rolos de longa, curta ou média data: estou feliz em minha simples e agridoce vida.
Discuto com minha mãe com mais frequência por hoje eu ter claras minhas ideias e perspectivas.
Não atuo tão bem quanto já atuei um dia.
"Antes que se neguem mil verdades a engolir uma mentira".
As pessoas sempre nos desapontam, mas não podemos agir como se não desapontássemos também.
Para cada rio há uma ponte (exceto para o prédio da Faculdade Universo kkkk) - Melhores do Mundo
Compreendi que podemos tudo o que quisermos, contanto que queiramos verdadeiramente.
Notei que o que há de ruim, assim como o que há de bom, não acontece apenas com os outros, mas também conosco.
Aprendi a amar. A rir sinceramente, a achar felicidade nas mínimas coisas - e retomei ao que nunca deveria ter deixado para trás.
Eu mudei. Você também.
E é provável que a cada mês olhemos para trás e rimos de nós mesmos: puxa, quão infantil eu era!

"Prometo ser sempre eu mesma, mas não serei a mesma para sempre." - Gustavo Carvalho

beijocolates,
#V

quarta-feira, janeiro 11

Teste 019

Querendo ser amigável em uma noite cheia de ressaca e desmotivada entre conflitos do coração que por muitos palpita (pode me chamar de meretriz, a essa altura eu já nem ligo), faço esse texto que se segue sem ódio, sem rancor, e sem esperanças de que a pessoa certa leia.
"NÃO É NADA PESSOAL, É SÓ QUE EU JÁ NÃO TE AGUENTO MAIS!"
Baseado no argumento que eu mesma propus aí em cima, gostaria da permissão concedida pelos senhores ao me retirar e choromingar um pouquinho. [Tira os olhos da tela do notebook para fitar o teto com uma expressão magoada] Retomando ao tópico, acho que perdi alguém especial para outra pessoa de um cargo superior. Estranho pensar que lutei com unhas e dentes para que esse alguém permanecesse de meu lado e simplesmente notar que ele não está lá. Que não me procura mais, que não confia mais, que não liga mais, que não... conta mais.
Preze por suas amizades e não queira que elas acabem assim, só por um desentendimento ou uma simples... falta de comunicação. Olhe-se no espelho e se gabe um pouco para seu próprio reflexo - normalmente ajuda a... sei lá, a tudo.
beijocolates,
#V