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quinta-feira, setembro 18

Querer alguém

este texto foi confeccionado sob efeito de sono
É comum querer um bom romance. Em algum ponto de nossas vidas, já quisemos, desesperadamente, sentir o calor dos dedos de um certo alguém em nossas mão. Sonhamos com o toque hesitante, com os sorrisos provocadores, com os segredos, com o mundo próprio do casal, que parece surgir em torno de um beijo apaixonado. Sonhamos, e sonhamos alto. Vemos, claramente, todas as vantagens de uma boa e amada companhia em uma tarde tediosa de domingo. Mas, se uma historia de amor pode ser tão boa assim...

POR QUE NÃO NAMORAR?
Por proposta de um professor, a turma teve de dialogar sobre os relacionamentos amorosos passados. Fui inquerida sobre o meu namoro e, finalmente, após cinco anos, me dei conta da razão de termos acabado: eu não gostava das obrigações. Me perguntaram, então, o que mudou desde então. Pensei, pensei... e descobri que não mudou muita coisa: continuo detestando a ideia de ter que falar com alguém todos os dias e ter que atender ao telefone todas as vezes que esse certo alguém ligar. O comprometimento não lhes parece tedioso?
Há desejos e necessidades que devemos suprir de alguma forma. Momentos e olhares que devemos compartilhar com alguém. Então a nossa cultura inovadora e ousada nos apresenta uma solução: o sexo casual. A modo amplo, condeno o envolvimento compulsivo com estranhos, mas que mal faz aprofundar uma velha amizade?
A amizade colorida faz sucesso aos sussurros. É secreta. Ninguém anuncia que andou prensando o melhor amigo contra a parede -  e por quê? Porque não há compromisso. Podemos dar atenção aos nossos apelos sexuais e nem precisamos falar por horas ao telefone sobre como foi o nosso dia. Mas será essa a resposta para todos os nossos desejos? Por algum tempo, é capaz que os beijos livres nos supram em todos os aspectos, mas, em algum ponto de nossas vidas, perceberemos que há algo mais. Enquanto indivíduos, temos apelos que transcendem o plano físico. Precisamos sentir o perfume que não é nosso no travesseiro com o qual dormimos e sorrir, memorando algum sorriso atraente e distinto que o dono daquele cheiro nos abriu. Podemos chamar de carência, mas não me apegarei a ela.
Me dou conta, hoje, que não me canso de falar com os meus amigos. Falo com eles todos os dias e sou capaz de passar horas conversando bobagens, ainda que esteja com sono ou mal humorada. Não me parece esforço algum atendê-los, e me recordo facilmente deles se ouço determinadas músicas ou como determinadas coisas. São meus amigos, e sinto prazer em fazer tudo aquilo que me custa tanto a fazer com um namorado. O compromisso é diferente? Só porque não beijo esses amigos aos finais de semana, a rotina tediosa é, de repente, empolgante?
Conhecemos bem a amizade com benefícios. Mas e os benefícios com a amizade?
Penso que, se conseguisse converter uma grande amizade em um namoro, seria maravilhoso. Teríamos liberdade para falar e fazer qualquer coisa, sem receio algum, e seria tão divertido quanto o relacionamento aberto sobre o qual falei, exceto, é claro, pela questão da abertura. Mas quantos anos nos demanda solidificar uma amizade assim? E por quantos de nossos amigos sentimos a tal da atração?
Muitos são os defensores da friendzone. Afinal, isso sequer existe? A amizade pode impedir, de alguma forma, a atração entre duas pessoas?
Muitas perguntas sem resposta, muitas respostas sem pergunta e muitas incertezas sobre certezas, mas uma clara ilusão de certeza: por enquanto, estou muito bem sem ter que segurar a mão de ninguém.

"One more fucking love song, I'll be sick" - Maroon 5

beijocolates,
#V

quinta-feira, setembro 11

Tiramisù!

São momentos raros, mas são momentos desesperadores, estes em que sentimos a própria fraqueza nos sufocar. Os músculos não se movem, e o ar custa a entrar. Ficamos imóveis, incapazes de enxugar as lágrimas que escorrem, amargas, pelo rosto. Nos sentimos tão frágeis e indefesos, que a ideia de obter qualquer solução ao problema parece ridícula.
Precisamos de ajuda. Mas que tipo de ajuda?
Meu quarto está bagunçado. Deixei a roupa do balé jogada por cima da cama, onde já estavam a caixa dos meus mocassins novos, as calças jeans que usei mais cedo, os comprovantes de matrícula do curso de Inglês e a papelada das vacinas que andei tomando. Só me dei conta agora de que as visitas viram as minhas calcinhas penduradas pelo banheiro, e sei que, dentro de dois dias, não caberá mais nada na escrivaninha. Quando a bagunça realmente me atrapalhar, vou prestar atenção nela e começar a desfazê-la. Vou tirar um dia para organizar o meu quarto, embora saiba que levarei apenas uma ou duas semanas para me deparar mais uma vez com a desordem. É curioso que só consigamos resolver nossos problemas quando alcançam um grande grau de complexidade, e, do mesmo modo, parece que precisamos chegar ao fundo do poço para conseguir nos reerguer.
Muitos se orgulham por serem "lobos solitários". Dizem, com um sorriso no rosto, que não precisam de conforto, porque podem consolar a si mesmos. Sendo eles seres humanos, animais naturalmente codependentes, não poderiam estar mais enganados. É importante que choremos tudo o que temos para chorar, ainda que fiquemos desidratados e com dor de cabeça. Podemos chorar sozinhos - e choramos. Mas jamais seremos capazes de avaliar e compreender uma situação na qual estamos tão imersos, não sem companhia.
Quando admitimos a nossa vulnerabilidade para alguém, sentimos o rosto queimar de dentro para fora; nossos olhos umedecem, nos chega um pouco de vertigem e podemos sentir os batimentos cardíacos em nossas orelhas. Parecem sintomas familiares? "A vergonha é, por natureza, reconhecimento. Reconheço que sou como o outro me vê... Assim, a vergonha é vergonha de si mesmo diante do outro: essas duas estruturas são inseparáveis. Porém, ao mesmo tempo, preciso do outro para perceber plenamente todas as estruturas do meu ser" disse Carl Schneider.
Precisamos do outro.
O outro não é qualquer outro, devemos selecioná-lo com cautela. Quando um católico procura um padre para confessar os seus pecados, está fazendo do padre o seu ouvinte, e espera que, expondo-se a ele, obtenha respostas para os próprios erros. Se você opta por um psicanalista, também espera que ele o ajude a se descobrir como indivíduo... Mas esqueça a experiência, o profissionalismo e a sabedoria: somos jovens. Somos teimosos. Somos amigos.
Quando estamos encolhidos sob nossas cobertas, sem sequer conseguir falar direito, esticamos nossos braços, alcançamos o telefone e pedimos socorro para aquele único amigo que nos viu chorar. Esperamos que ele entenda nossa voz engasgada, e nos encolhemos ainda mais sobre a cama - bem antes de suspirarmos, alongarmos nossos membros e relaxar. A voz do outro soa ao telefone, e uma certa paz se desenvolve dentro de nós. As palavras erradas e desajeitadas do amigo nos sossegam porque, de repente, nos damos conta de que não estamos sós. E não há nada melhor que descobrir que não estamos sozinhos nesse mundo gigantesco de tecnologia e preocupação.
Sobre o tiramisù, bem, não tenho certeza de como aconteceu, mas penso que tenha sido um dia difícil para um certo alguém. Imagino que tenha chegado exausto àquele pequeno restaurante e sorrido à primeira garfada daquela sobremesa estranha. "Questo tirami sù" deve ter dito, e quis dizer, em italiano, "isto me faz feliz". Acredito em sua real felicidade naquele exato momento, mas há doçura que nos agrade além do paladar.
Mais que qualquer sobremesa do mundo, a amizade é essa coisa gostosa que alivia o coração.

Beijocolates,
#V

segunda-feira, agosto 5

Teste 091

Tendo chegado da Jornada Mundial da Juventude e ainda com gritos de guerra me assaltando pensamentos, poderia muito bem dissertar sobre a experiência espiritual que vivi comentando a taquicardia ao perceber uma multidão, vinda de países cuja existência me era desconhecida, unida por um motivo nobre: a fé. Mas não é para isso que estou aqui - não, não: quero escrever, ainda me recuperando com comida caseira e boas horas de sono em minha própria cama, quero falar sobre o que andam me falando.
OUVI DIZER...
#1 Que meus queridos não fazem parte do mundo real.
Sim, isso me deixou um pouco confusa. Algumas pessoas justificam atos rudes com intimidade e, quando questionadas, permanecem firmes com argumentos sobre como é melhor que sejamos destratados logo por nossos menores círculos, porque assim estaremos preparados para toda a brutalidade que enfrentaremos mais à frente. Devemos pensar um pouco sobre isso, afinal, não são poucos a dizer que carinho desprepara para a realidade, mas creio que não estão com a razão!
Não é maior a dor ao ouvir palavras bruscas de quem queremos bem do que aquela ao ouvir as mesmas palavras de um estranho qualquer? Me machuca muito mais receber críticas de quem me conhece bem do que de alguém que me flagrou em erro por alguns segundos de vida. Ora, que há de saber sobre mim um mero estressado, enquanto partilho segredos e bons momentos com meus amigos?
Em minha tão pouco humilde opinião, devemos sempre AMAR quem amamos, sem pecar em medo de redundância. Se formos amados ao máximo, desencadearemos um magnânimo ciclo perfeito: ansiaremos por amar mais os que nos têm amado, e estes amarão, e amararemos mesmo aqueles que participam brevemente de nossas vidas, e talvez eles amem também. A caridade elevada fará tão bem...
O mundo real é maligno se assim o enxergamos. A qualquer modo, haverá sempre alguém a nos acolher em abraços reparadores. Nossos queridos, familiares e amigos, são nossos portos seguros. A quem devemos recorrer em alegria e tristeza, certos em ter amparo. Não estão lá para amaciar-nos, como quem amacia um bife, e preparar-nos para a tão dura realidade, mas para serem nossa mais linda, pura e sublime realidade.

#2 Que abraços são pequenas orações.
O que me encheu de alegria! O discurso foi um pouco mais longo, mas acredito que esta frase se destaque e traduza muito do que o gesto tão simples realmente é. Há várias maneiras de abraçar, é verdade. Existem abraços que nos dissolvem e abraços que libertam lágrimas - não um enlace de braços qualquer, mas uma rápida comunhão de almas. Tornou-se algo corriqueiro, mas o especial é sensível.
Abraços dignos não deveriam acompanhar tapinhas nas costas - odeio tapinhas nas costas. Abraços dignos deveriam ser fortes e duradouros, para que cada palavra indizível seja ouvida e respondida. Ah, tantos abraços, e tanto num gesto simplório de amor!

#3 Que esquecerei pessoas importantes.
Eu não sei bem o que faz pessoas tornarem-se importantes. Tampouco perco tempo a perceber ausência de especialidade, só vejo o que está em destaque, em negrito, marcado em tinta colorida, sem motivo aparente. Pessoas especiais ocupam-nos pensamentos e nos fazem sorrir de um jeito gostoso. São companhia boa, não enjoativa, e que não requer contato constante. Os encontros entre você e quem "brilha no escuro" podem ser espaçados em meses, sem sequelar relacionamento em nível qualquer, pois, ainda assim, ela brilhará, e seu brilho parecerá lhe fazer cócegas.
A frase "Você sequer lembrará meu nome." foi proferida por uma boca cujo dono tenho em carinho. A princípio, que fique claro: nomes e fisionomias são meu campo forte (não é simplesmente maravilhoso reencontrar alguém na rua e perceber mudanças de causa temporal em corpo e energia, sem ser reconhecida?), ai de sua ousadia ao desrespeitá-lo!
Lembranças, como minha professora de Literatura há pouco falou, são nosso refúgio. Se não tivermos estas boas memórias a nos trazer felicidade em uma época em que lágrimas desgostosas nos cegam para a alegria, corremos o infinito risco de deixar a alma apodrecer. O passado nos ampara quando o presente, mesmo breve, é inóspito a nossos sonhos. Não apenas o bom passado acalenta nosso coração, mas também aquele que remete à tristeza - sabendo que já sofri e que, depois, sorri, renovo esperanças e bebo da certeza de que serei feliz outra vez. Alimentando-nos de sonhos e memórias, tendemos ao gozo eterno de cada instante.
Basta um esbarro de ombros - "desculpe!" - e a presença de cada um marcou a vida do outro. O esbarro, ínfimo contato momentâneo e ocasional, modificou caminhos, futuros e mesmo os genes de nossos filhos. Os acasos que modelam nossa existência, na verdade, não devem ser tão casuais quão pensa-se, e a mínima passagem de uma vida por outra já deixa sua marca em ambas. Tendo chegado ao ponto em que eu percebo e admito que você me marcou, acredito que seja importante e, sendo importante, é de difícil esquecimento. Sendo especial, espero de você o mais prolongado abraço e as palavras silenciosas mais ternas. Sendo especial, tenho atitudes suas registradas em mente e tinta, rosto em lápis e impressão, saudades em cenário e protagonismo.
Lhe direi uma coisa, porque sei que, enquanto ser humano, você, leitor, é especial - talvez não a mim, mas a alguém, e estou certa disto -: ainda que esqueçamos seu nome, recordaremos sua voz; ainda que esqueçamos sua voz, recordaremos suas palavras; ainda que esqueçamos suas palavras, recordaremos seu sorriso; e, ainda que esqueçamos tudo isso, recordaremos o bom sentimento que nos trazia com sua presença.
Lembranças, se não são eternas, são, certamente, duradouras. Porque transcendem o material, estão além do conhecido... Memórias se escondem em cada curva de nosso cérebro e, quando por bem, vêm à tona. Se confundem em tempos e nos surpreendem em horários inoportunos, anulando certezas e desenhando sorrisos em nossos rostos - ah, fotografias passadas...
Por agora, nos preocupemos em criar o passado que nos será célebre um dia.

#4 Que silêncios prolongados são carregados de sentimentos.
Sentimentos diversos - há diversos silêncios.
Há silêncios ternos, silêncios secretos, silêncios cúmplices, silêncios amorosos, silêncios impetuosos.
Há momentos nos quais sentimos uma necessidade tremenda de pronunciar algo, mas nada é dito - e a sensação parece atingir também a pessoa com a qual estamos; um silêncio no qual ambos desejem pronunciar verdades, mas se reprimam, quebrando a doçura da calmaria momentânea com inquietação pessoal, ainda que, não notoriamente, conjunta. Foi-me dito que haveria certeza do querer em tais situações - mas querer o que? Nos custa revelar. O que nos embriaga e nos faz bobos nos deixa, também, tímidos, mas, em sinceridade silenciosa, o que não é dito é sensível aos envolvidos.
Algumas pessoas comentaram que adorariam estar apaixonadas.
"Sinto falta de ansiar pela visão, pelo perfume de alguém" confessaram-me.
Sou partidária das paixonites e do calor que a gente sente só de pensar em um certo alguém, mas talvez argumente a favor por raramente estar apaixonada. O sentimento condicional, que depende do outro, nos deixa desconfortáveis. Passamos horas contra argumentando com nosso próprio umbigo: será que sim?, será que não? Somos dominados por uma incerteza que nos custa bastante - e seguimos em tortura, em pensamentos, julgando possibilidades e atrevimentos. Nos regulamos em tudo, nos transmutando ao agradável que parece desagradar o outro. Todavia, quando deslizamos um pouco e sentimos o rosto corar, abre-se um sorriso terno no rosto amado e aquela sensação assustadora e plena nos invade por completo, o estranho choque que percorre nossa espinha em ansiedade pelo toque, pela descarga do que é acumulado a cada retração de timidez. Se pudéssemos calar medos e nos entregar por inteiro...

#5 Que só é feliz quem tem coragem.
Uma verdade, por si só, contraditória, dita por quem não ouve os próprios conselhos, mas, ainda assim, verdade. Posso estar feliz, sem riscos, mas ainda sonhando com o que poderia alcançar sem o medo que tenho. Há sempre algo que sabemos que estamos perdendo, algo que desejamos, mas tentamos esquecer. Tentamos dizer a nós mesmos que o desejo dá e passa, mas, quando culmina em vontade, já não é facilmente ignorado.
É tão difícil abandonar receios... Woody Allen encaixa bem, em uma de suas produções, que "toda covardia vem do não amar". Podemos ficar um pouco chateados com sua colocação, mas jamais dizer que está mentindo. Quando o amor é real, faz com que negligenciemos quaisquer preocupações. O querer que consome expectativas traça meios e nos impulsiona ao abandono da incerteza.
Segundo alguns filósofos, a coragem é supervalorizada por uma historia de honra a guerreiros. Eu, por minha vez, acredito que coragem seja confiar em si próprio, e a autoconfiança é, sem dúvidas, uma porta larga à satisfação.
Mais importante que metodologia, porém, é objetivo, o que nos fará agir e quebrar barreiras, desafiar nossos próprios limites. Devemos sonhar. Sonhar bem alto e buscar realizar cada utopia particular. Se fracassarmos, saberemos quem procurar. As doces palavras consoladoras nos envolverão em uma aura de amor enlaçado, realizado, familiar. Em lembranças construídas e no acalento de um coração latente, habitará a certeza de que voltaremos a sorrir.
 

"O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber." - Lulu Santos

Beijocolates,
#V

quinta-feira, maio 31

Teste 050

Dói, não é?
Quando você tem que admitir que é só mais um número telefônico na enorme lista de seus contatos, machuca, não é mesmo?
Saber que tanto faz se você ri ou se chora alarga uma ferida.
Quão doloroso é por um ponto final em todas as suas fantasias açucaradas?
É dilacerante acordar e precisar voltar a uma realidade em que as coisas não estão tão bem assim.
Todas as fábulas indo obrigatoriamente por água abaixo, cortando, rasgando, triturando.
Um incômodo necessário: a verdade deve sempre se sobressair.
Mas é tão bom negar a verdade quando a mentira tem um sabor adocicado!
E você sente raiva e chora, porque não pode mais esconder aquilo que tentava ocultar desde o princípio.
Há pessoas morrendo, há pessoas mendingando, há pessoas esfomeadas, mas você nunca pensará que seu sofrimento é menor que o delas.
E eu lhe entendo.

#V

segunda-feira, fevereiro 27

Teste 033

Uma amizade que tinha tudo para dar errado.
Uma amizade que já surgiria da breve troca de olhares entre a menina fardada e o novato que vestia uma pólo listrada grande demais para seu corpo.
Uma amizade que enfrentou anos de silêncio.
Uma amizade que rendeu boas gargalhadas a partir do primeiro trabalho feito em conjunto.
Uma amizade que ouviria pacientemente as lamúrias de um amor de infância.
Uma amizade que se descobriria apaixonada.
Uma amizade que namoraria.
Uma amizade que provaria e exploraria novas coisas.
Uma amizade que guardaria segredos.
Uma amizade que apoiava as frustrações amorosas.
Uma amizade que sorriria um dia com petulância.
Uma amizade que se desdobraria em fofocas, por mais que os protagonistas não ligassem.
Uma amizade que permitia socos e petelecos indignados.
Uma amizade que saberia rir nos momentos certos.
Uma amizade que se colocaria a prova de tantas coisas e que, ainda assim, persistiria.
Uma amizade tão forte e benéfica como nunca passaria pela cabeça daquelas duas crianças que se olhavam com estranheza no primeiro dia de aula.
Uma amizade que embaralhava e perturbava suas cabeças, às vezes.
Uma amizade, simplesmente... Uma grande e forte amizade.

"Velho amigo, por que está tão tímido?" - Adele

Beijocolates,
#V

segunda-feira, janeiro 30

Teste 025

Passei dias sem escrever aqui, apenas pensando no que escreveria. Desenvolvi mil e um textos só em pensamento, e cá estou eu com um dos menos interessantes: O que trata sobre mim. Me desculpem por isso.
Apenas fiquei pensando, fazendo restropectivas, imaginando possibilidades, e acabei descobrindo que, embora tentemos afirmar desesperadamente que não mudamos, que não crescemos, que não somos outras pessoas, acabamos sofrendo tudo isso a cada dia.
Quem sou eu hoje? Tentarei explicar do modo mais suscinto que houver, embora não haja síntese para tantas mudanças.
Hoje eu sei o que é conviver com um problema real, tê-lo tão perto de mim e tão concreto, que eu poderia até mesmo tocá-lo.
Descobri que "amigos para sempre" nem sempre são amigos, e que não há nada livre de imperfeições - não no plano terreno.
Sinto que mais me interessam os amigos malucos de minha mãe cuja faixa etária gira em torno dos 50 que meus colegas de minha idade.
Perdi o gosto por ler ou assistir filmes: gosto de eu mesma escrever minhas estórias e minha historia.
Percebi que mais feliz é aquele que tem fé, e digo isso porque a possuo.
Entendi o que é o amor verdadeiro - ele sempre esteve tão próximo a mim - e seu nome é, se não "Deus", "família".
Compreendi finalmente o porquê de não pecar, e por que esperar, por que não ir com sede ao pote: a pressa é inimiga da perfeição.
Hoje não anseio por namoros ou rolos de longa, curta ou média data: estou feliz em minha simples e agridoce vida.
Discuto com minha mãe com mais frequência por hoje eu ter claras minhas ideias e perspectivas.
Não atuo tão bem quanto já atuei um dia.
"Antes que se neguem mil verdades a engolir uma mentira".
As pessoas sempre nos desapontam, mas não podemos agir como se não desapontássemos também.
Para cada rio há uma ponte (exceto para o prédio da Faculdade Universo kkkk) - Melhores do Mundo
Compreendi que podemos tudo o que quisermos, contanto que queiramos verdadeiramente.
Notei que o que há de ruim, assim como o que há de bom, não acontece apenas com os outros, mas também conosco.
Aprendi a amar. A rir sinceramente, a achar felicidade nas mínimas coisas - e retomei ao que nunca deveria ter deixado para trás.
Eu mudei. Você também.
E é provável que a cada mês olhemos para trás e rimos de nós mesmos: puxa, quão infantil eu era!

"Prometo ser sempre eu mesma, mas não serei a mesma para sempre." - Gustavo Carvalho

beijocolates,
#V

segunda-feira, janeiro 16

Teste 022

Comendo cookies Bauducco, com preguiça demais para ir escovar os dentes, sem muito sono, embora com as pálpebras pesadas, notificando que minha cadela estava deitada há séculos em minha cama sem que eu percebesse, e pensando em como é difícil seguir princípios politicamente corretos. Quero dizer, quanta líbido há nesse mundo, quantos desejos profanos existem em cada um de nós? Quantos monges mais terão de abdicar seus confortos e suas vidas por nossas vidas e conforto? Porque, bem, apesar do incrível índice de monges, padres, freiras, rezadeiras, sacerdotes, bispos, pastores, rabis, ministros e similares, ainda assim, penso que não é suficiente. Abdicar o pecado, reprimir desejos, é um preço alto a se pagar pela sua "entrada no Céu", não é mesmo? Qual o limite para o mundano quando tratamos de pessoas humanas que habitam este mundo?

"A carne é fraca" - Não sei quem falou essa merda, mas estava completamente certo.

#V

quinta-feira, janeiro 12

Teste 020

Preocupe-se mais. A vida é algo mágico que nos acontece, não deixe-a se esvair diante de seus olhos! Dance, beije, ria, caia, levante, grite, fale, converse, empurre, engate, balbucie, requebre, desenhe e, "por mais que pareça clichê, pule." Pule porque pode, pule com vigor e vontade, pule e tente alcançar o céu! Quem lhe disse que não pode alcançar as estrelas? Pois lhe digo que esse alguém mentiu! Porque você pode alcançar o que quiser contanto que ame e que acredite em si mesmo.
Já parou pra pensar no tempo que gastamos na sala de espera de um médico fitando as paredes brancas do recinto? Experimente olhar em volta: há dezenas de pessoas fazendo o mesmo durante horas - e você bem sabe quão intediante são aquelas paredes cor de neve. E se nós... E se nós nos arriscássemos um pouquinho só e disséssemos "oi"? Ou talvez pudéssemos comentar sobre quão pálidas são aquelas paredes, ou sobre a revista velha que está lendo, ou sobre o fillme que está passando...
Não só em hospitais. Em cursos, escolas, filas de supermercado, lojas... Pode acreditar que uma conversa sobre o tempo vai ser bem mais interessante que uma hora inteira atolado em um mar de carrinhos no "caixa rápido" de pequenas compras.
Uma amizade pode nascer da educação. Será que ninguém sabe o que é um bom e romântico clichê? Aqueles filmes em que o garoto esbarra na garota e, ao ajudá-la a apanhar as coisas se apaixonam? Pois bem, isso pode acontecer na vida real, afinal, é dela que se inspiram os roteiristas, certo? Porque se acontece com o vizinho da tia da amiga do seu namorado, pode acontecer com você.
Seja imprudente às vezes, e sorria mais! Daí nascem as amizades mais puras.

"Eu sei o amor é cego e eu não estou vendo direito, mas eu estou bem" - Tom Fletcher

Ah, aproveitando a deixa, gostaria de comunicar-lhes que fui promovida aqui na Fábrica e agora sou gerente (também, né, só podia, só eu poso nessa coisa...), então eu quem mando por aqui! - Ou pelo menos tenho a preferência, hehe.
 
beijocolates,
#V